segunda-feira, 3 de abril de 2017

Arouca 1-2 Sporting :: pró inferno com o futebol moderno!


A vitória do Sporting em Arouca não oferece contestação. Foram 3 pontos importantes para manter a equipa focada em torno do único objectivo até ao final da época que é vencer todos os jogos. Mas, não podemos permitir segundas partes como a que ontem realizámos.

Não podia começar a falar deste jogo sem mencionar os bilhetes. O Arouca, numa atitude mesquinha, e só possível porque a Liga Portuguesa continua a deixar que o futebol português seja uma bandalheira, anunciou 2 escalões de preços: 25 e o 30 euros. Absolutamente miserável para um estádio de categoria 3.

Vergonhosamente, os Pinhos queriam evitar que os Sportinguistas fossem ver o jogo. De certa forma, conseguiram. O Estádio Municipal de Arouca estava muito mais vazio do que tradicionalmente acontece.  Parabéns!

Só me faz querer que desçam de divisão o mais rapidamente possível porque não merecem estar no escalão principal do futebol português.

Mas depois, penso na gente simpática de Arouca, na forma sempre bem disposta como nos recebem, na posta e nos restaurantes fantásticos e na deslocação que perco se eles baixarem de divisão. Raio de sentimento!

Há 3 semanas o Tondela também exagerou nos preços, mas foram mais permissivos nos bilhetes que enviaram para Lisboa. O estádio encheu. Perderam. A segunda divisão fica mais perto, agora é tudo à borla. É o que dá a gestão de clubes às 3 pancadas.

Voltando aos bilhetes, faltava o preço do terceiro escalão. O Arouca colocou a 13 euros, enviou 5% para Alvalade e nada mais. Uns míseros 350 bilhetes. O Sporting reagiu em comunicado, lamentando, principalmente pelos seus adeptos. Dividiu o que tinha entre claques de apoio que vinham de Alvalade e os núcleos de apoio Centro e Norte. Foi assim que consegui o meu bilhete. Já agora, referir que mesmo que o Sporting pedisse mais bilhetes, e podia, tinha de pagar antecipadamente e não podia devolver caso sobrassem. Vale tudo!

Espero, porque o Sporting não pode mostrar a sua indignação usando as mesma regras, que para o ano quando o Arouca vier a Alvalade continue a ser recebido em condições  e que os seus adeptos não tenham de sofrer por causa de um prepotente da terra. 

Já que estamos neste assunto, que pouco tem a ver com futebol jogado com bola nos pés, a certa altura, já com o jogo a decorrer, vejo uma movimentação estranha na bancada do lado do Sporting, a uns 10 metros de mim, 7 polícias de intervenção e 4 GNR, locais diria, com o objectivo de retirar uma tarja das mãos de um adepto.

Nem vale a pena referir a violência do número de agentes para tal sucedido, ainda por cima sem grande oposição do lado do adepto, mas fiquei curioso para perceber que raio de mensagem poderia lá estar para levar a tal reforço policial actuar desta forma.

No final do jogo, e porque um amigo esteve a discutir a situação com a polícia, lá percebi que a mensagem que lá estava, era um violentíssimo "Pró inferno futebol moderno"!

A polícia entendeu que a mensagem não era de apoio ao Sporting e como tal retirou do campo. Qual liberdade de expressão, qual 25 de Abril, mandam eles, obedece a Liga e se os adeptos reclamarem...levam!

12 parágrafos depois vamos ao jogo.

Não houve surpresas no 11 inicial de Jorge Jesus. A alteração de Bruno César para a saída de Matheus compreende-se, manter o resto da equipa é, nesta altura, uma boa solução. O Sporting com maior ou menor dificuldade vai vencendo os seus jogos.

O que é um problema e agravou-se esta temporada, tornando-se evidente, é a situação defensiva perante oportunidades únicas dos adversários. Foi assim que nasceu o golo do Arouca. Bola trabalhada na lateral sem oposição, assistência efectuada novamente sem oposição e o jogador do Arouca a cabecear no centro da área, sem oposição, com Rui Patrício impotente para evitar o golo.

Foi, que me lembre, a única oportunidade de golo do Arouca em todo o jogo. (não vi nada em casa, a não ser os golos).

Valeu que o Sporting reagiu bem e marcou dois golos decisivos para a conquista dos 3 pontos. Primeiro por Alan Ruiz. Que bela jogada de combinação entre Coates e Gelson até a bola parar nos pés do argentino que com muita classe ludibriou defesa e guarda redes adversário.

Depois seguiu-se nova oportunidade com Bruno César bem no meio da área a desferir um remate fatal colocando o Sporting na frente do marcador.

O que se esperaria a partir daqui? 
Que o Sporting arrancasse para uma goleada. Que conseguisse o terceiro para não haver dúvidas quanto ao vencedor, para ajudar Bas Dost na questão da bota de ouro. 

Infelizmente nada disso aconteceu!

O Sporting entra na segunda parte adormecido. Sem vontade de procurar o golo e, acima de tudo, sem condições para não deixar dúvidas quanto ao vencedor da partida. Posse de bola, passe para um lado e para o outro, tudo sem garra, o que levou a que, praticamente, não fizéssemos um remate na segunda parte.

Além disso Jorge Jesus retira Alan Ruiz cedo da partida, era dos melhores em campo, Palhinha e Podence pouco ou nada acrescentaram ao jogo com as suas entradas e Paulo Oliveira com a entrada aos 90 minutos foi só para se perder tempo e retirar Gelson do campo pois, aparentemente, estava ligeiramente tocado.

A deslocação a Arouca valeu, acima de tudo, pelo convívio com os Sportinguistas e a conquista dos 3 pontos que permitiu reduzir a distância para os dois primeiros lugares no campeonato nacional.

Um Sportinguista acredita sempre até ser impossível, mas, mais que estar preocupado com os resultados dos nossos adversários temos de estar conscientes que os jogos que nos faltam fazer é para conseguir o mesmo de sempre de um clube como o Sporting: vencer!

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