domingo, 28 de janeiro de 2018

Sporting 1 -1 (6-5) Vitória FC :: a Taça da Liga é nossa!

foto: MIGUEL RIOPA/AFP/Getty Images

É possível fazer os piores 45 minutos da época e vencer a final da Taça da Liga. Foi, exactamente, o que aconteceu ontem e o Sporting conquistou o primeiro troféu das quatros competições em que está envolvido. Parabéns!

Arrumar já para canto a ideia que um vencedor da Taça da Liga é um Campeão de Inverno. É ridículo e não prestigia a competição. A hashtag, a insígnia que o clube vencedor vai usar e o material relacionado com isso à venda, não têm lógica nenhuma. 

O Sporting, e por que gosto de tentar ser coerente, para mim tinha jogado esta competição com escalões jovens e segundas escolhas. Esta competição foi desvirtuada nas épocas anteriores e nós bastante prejudicados em algumas das edições passadas. O falta de respeito connosco deveria ter sido melhor correspondida. 

Obviamente, a partir do momento em que Jorge Jesus entende que esta competição é para ganhar como as outras três, e sim, no Sporting jogámos sempre para ganhar mas há princípios que devíamos manter, esta competição só poderia ter este epílogo. Felizmente tudo correu bem!

Vamos voltar uma semana atrás. Estava tudo a querer, e não tem nada a ver com arbitragens, que esta competição fosse um desastre para o Sporting. Primeiro, e logo à cabeça, os Portistas. Nunca, mas mesmo nunca eles pensaram que iriam ser eliminados pelo Sporting. O jogo de quarta feira passada era o momento em que eles se afirmavam superiores a nós na antecâmara dos 4 jogos que vamos fazer (agora mais três). Falhou!

Isso foi um problema. Toca a preparar frames e vídeos e sons que mal se percebem pois era preciso que a vitória do Sporting nas grandes penalidades fosse tornada num episódio secundário de um jogo de futebol. Relembro três abomináveis situações em que quiseram tentar demonstrar o lado negro do Sporting: os festejos de Bruno de Carvalho, o racismo (inexistente) de Coentrão e o vulto de Nélson Pereira. Hilariante se não fosse...triste!

Entretanto, havia mesmo uma final para jogar entre Vitória FC e Sporting. Um clube, como já referi por diversas vezes, nos tem causado muitos problemas em situações que, aparentemente, poderiam ser fáceis de gerir.

Com o Porto e Benfica fora desta competição, no G15+2 a esperança residia numa surpresa por parte da equipa liderada por Couceiro. O mote principal da final desta competição estava dado.

Infelizmente para eles tudo voltou a falhar. Verdade seja dita, Gonçalo Paciência, e bem, tentou que não fosse possível. Já o vimos dizer que tenta jogar o triplo quando é contra o Sporting, ontem marcou e deu tudo em campo, algo, por exemplo, que o Edinho não sabe fazer quando é contra certo clube. Fez bem em tirar a camisola e mostrar o 36, e não há problema nenhum em festejar os títulos do seu real clube, pena é que a camisola que ele tirou é do Vitória FC, clube que, supostamente, lhe paga o ordenado, num jogo do Vitória contra o Sporting. Mas o universo endireitou-se e William alinhou os astros para Rui Patrício levantar o troféu.

Mas esta Taça da Liga fica para mim muito ligado às amizades. Estive em Braga na quarta e ontem com muitos, muito amigos e esses momentos perdurarão em igual proporção como as vitórias do meu clube nos livros de história.

Não há nada mais incrível que abraçar o companheiro de bancada. Seja conhecido, e isso ainda dá mais prazer, seja mesmo desconhecido como ainda o fiz na quarta feira. 

O sentimento de família nas bancadas de um jogo de futebol é absolutamente épico. 

Claro que tem também o lado mais trágico quando as coisas não correm bem. O meu limite foi o lance de pénalti que demorou 7 minutos a ser ajuizado por Rui Costa. Como vejo sempre o futebol em pé, passeei em cima de 5 ou 6 cadeiras de um lado para o outro, aos berros num estado catatónico que acho que nem eu me reconheceria se visse uma filmagem em casa. Obrigado Manuel Reis por me agarrar, abraçar e acalmar. O que somos nós sem a "família"?

Se estão à espera que fale do jogo, da táctica, hoje não consigo. Vou deixar esses pormenores relacionados com o futebol para amanhã no programa do Sporting160. Digo apenas duas coisas.

Não fez sentido colocar Bryan Ruiz, Rúben Ribeiro na direita e Montero a titular. Não percebo e gostava que alguém tivesse perguntado isso a Jorge Jesus. 

Na segunda parte com as mexidas na equipa, percebeu-se bem a importância de Acuña no Sporting e tivéssemos jogado assim desde o início teríamos vencido sem dificuldades.

Chegados às grandes penalidades o factor sorte nivela. O Sporting e Vitória passam a ter as mesmas chances de vencer a competição, no entanto, nós temos Rui Patrício (que por acaso não defendeu nenhuma) e, dá-me a sensação, uma lição de quarta feira, não marcaram Coates e William, mas vamos explicar-lhes como é possível fazê-lo!

A verdade, como me disse o Jorge Pereira no estádio, isto do pénaltis é como os spoilers de uma série e já sabemos como vai acabar. E acabou muito bem!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

2 comentários:

pedro nuno disse...

Agora chama-se tomas podtowski kkkkkkkkkkkkkkkkkk
E o lance do penalty que é antecedido de fora de jogo?kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Tulo disse...

Para a azia severa, experimente tomar Rennie, vai fazer-lhe bem.